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Já instalei duas vezes o Kubuntu 9.10 Karmic Koala no PC da Biblioteca do Curso de Física, mas até agora só tive uma experiência complicada. Como disse na primeira parte do artigo, eu tive vários problemas: com a placa de vídeo, com a transferência de arquivos e lentidão, muuuita lentidão… Depois de tanto me chatear, eu resolvi voltar a um sistema antigo, mas estável, bem estável, que eu confio e já sei mexer: o Kurumin NG 8.06, baseado no Kubuntu 8.04 Hardy Heron.

Vocês devem estar se perguntando como é que eu vou conseguir sobreviver com um sistema que não recebe mais atualizações, a não ser aquelas de segurança. Bem, estou vivendo de repositórios de terceiros, PPAs e repositórios criados pelos próprios desenvolvedores de cada programa que preciso. Estou com quase todos os softwares que uso na última versão, faltando alguns programinhas extras para conseguir tudo o que preciso. Estou até pensando em criar uma PPA pessoal para colocar pacotes criados por mim mesmo para o Hardy. Até o momento estou contente com o resultado, os programas vão funcionando bem e enquanto escrevo o Adept atualiza o OpenOffice para a versão 3.1, já que no repositório do Hardy a versão mais recente é a 2.4.

Para quem quiser seguir meu caminho, daqui a um tempo vou postar um artigo sobre como aumentar a vida útil do Hardy adicionando repositórios extras para manter o sistema atualizado.

Parece que há algo interessante acontecendo com o mundo Linux. Distribuições conhecidas pela dureza na lida estão mudando de paradigma. Parece que com o Ubuntu começou um processo que forçou as distribuições Linux a se forçarem a uma mudança de atitude para acompanharem a modernidade. Há uns cinco anos ou mais as distros Linux e os programas eram atualizados com pouca frequência, mas daquele tempo para cá houve um boom no desenvolvimento. Tenho notado isso espcialmente nos últimos dois anos, pois vemos comunidades específicas surgindo na Internet visando desenvolvimento para Linux. Se antes nós queríamos um programa para assistir vídeos, hoje procuramos um player de vídeo melhor dentre as várias opções que temos a disposição. Também os projetos tentam englobar cada vez mais funcionalidades e são atualizados muito rapidamente, vide o MPlayer, que é atualizado a um ritmo quase mensal.

Dito tudo isso, haveria de se pensar que distros mais tradicionais, a primeira de todas, o Slackware, conhecido por ser uma distribuição difícil de configurar e usar, tentassem ou manter a todo custo suas tradições ou tentassem uma adaptação ao paradigma de uma distro moderna. Outra distribuição conhecida por ser inflexível quanto à estabilidade do seu sistema, o Debian, também poderia ser inserida nesse cenário. No entanto, de quem se esperava pouco ou quase nada foi que veio a notícia mais gratificante. O Slackware tem, nos últimos tempos mostrado um alinhamento formidável com a tendência de conceder facilidade ao usuário, e isso se confirmou grandemente com o lançamento da versão 13.0 dessa distribuição. Muitas novidades foram incluídas, e muitas me surpreenderam, como a inclusão do KDE 4.2.4 numa distribuição tida como conservadora. Além disso, as últimas versões estáveis de inúmeros programas foram incluídas nos repositórios, bem como um novo formato de empacotamento. Também um amigo usuário de Slack me contou que novas ferramentas de configuração tornam praticamento automática a configuração de diversos itens que era feita quase manualmente nas versões anteriores, como por exemplo o Servidor X. Por tudo isso a equipe do Slackware mostrou que está ligada e não quer ficar para trás no novo mundo em que as distros Linux estão entrando, um mundo competitivo e dinâmico.

Agora façamos um breve comentário sobre o Debian. Apesar de considerado menos espartano que o Slackware, essa distribuição tem um ciclo de desenvolvimento muito lento, o que se estende aos pacotes, que também são atualizados num ritmo muito lento. Muitas vezes as versões que existem nos repositórios estão a meses ou mesmo anos de distância das versões estáveis mais atuais dos programas. Isso me suscita uma dúvida: Será que o Debian está continuará com essa atitude e ficará para trás no mercado do usuário final? Eu creio que sim.