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O tema padrão Oxygen do KDE é muito bom, com cantos arredondados e cores que não cansam a visão, além de possuir um belo efeito de transparência borrada nos painéis em plasmoids. É possível também fazer com as janelas fiquem transparentes, mas existem dois problemas com esse efeito: ele deixa tudo transparente, incluindo a textos e imagens, deixando o desktop perto do não-usável; e o efeito não é aquele borrado bonito como o do painel.

Para solucionar esse problema, existe o tema Oxygen Transparente, um fork do Oxygen padrão que acrescente o efeito de transparência borrada à todas as janelas (ou deixa algumas sem, caso queira) de programas do KDE. Vejam como ficou:

Lembrando que apenas programas escritos usandos as bibliotecas Qt terão acesso ao efeito. Programas escritos em GTK ou outras bibliotecas NÃO terão acesso ao efeito.

Para instalar o tema, adicionaremos a seguinte PPA à lista de software:

$ sudo add-apt-repository ppa:hrvojes/kde-goodies

Em seguida, atualize o lista de pacotes e instale o pacote oxygen-transparent

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install oxygen-transparent oxygen-transparent-git

Espere terminar e o tema estará instalado. Vamos à configuração.

O pacote oxygen-transparent-git deve ter instaldo um tema de Estilo e um tema de Decorações de Janelas. Para ativá-los vá em: Menu K > Configurações > Configurações do Sistema > Aparência do Espaço de Trabalho > Decorações da Janelas. Clique no tema “Oxygen Transparent” e em Aplicar.


Agora vamos colocar o Oxygen Transparent como tema da Área de Trabalho. Vá em: Menu K > Configurações > Configurações do Sistema > Aparência dos Aplicativos > Estilo. Escolha “Transparente do Oxygen” e clique em aplicar. Para configurar a transparência, ainda na mesma janela, clique em “Configurar” e arraste o seletor de transparência até encontrar um nível que lhe agrade.



Por último, alguns aplicativos não ficam legais com esse efeito transparente borrado, mesmo porque eles já possuem algum tipo de transparência, e acaba que as duas se sobrepõem, gerando um efeito não muito bom. Para solucionar isso, você pode escolher alguns aplicativos que não receberão o efeito transparente. Ainda na janela de configuração, vá em “Execeptions” e escolha os programas que você deseja marcar e dê “OK” em seguida. Alguns programas estão presentes na lista e até marcados, e outros podem ser adicionados. Sugiro altamente que você marque “konsole” e “krunner”, pois eles não ficam legais com a transparência, na minha opinião. Também coloquei o “okular” e o “vlc” como execeções, além de outros.

E um outro adendo, não desmarque “kwin”, pois parece que com essa opção marcada, o KDE tentaria renderizar transparência em todos os programas, inclusive os não-Qt, e isso poderia fazer muitos deles darem crash durante a execução.

Bom, é isso pessoal!

O evento ocorrerá no período de 29 de novembro a 02 de dezembro de 2011, nos turnos tarde e noite com a realização de palestras sobre astronomia, astrofísica e cosmologia a fim de esclarecer alguns questionamentos a respeito da formação do universo e sobre o comportamento do mesmo nos tempos atuais. Para isto, teremos a presença de 15 palestrantes, pesquisadores de importantes institutos, universidades e centros de pesquisa como ICRANet, CBPF, UFRJ, CERN, UFC, IFCE.

O evento tem a estimativa de público de 400 estudantes dos mais diversificados institutos e universidades do estado.

O Grupo promover um evento que contará com a presença de grandes pesquisadores e divulgadores da astronomia, astrofísica e cosmologia da América do Sul .

Para participar click no link abaixo e inscreva-se !

Inscrição

Prezados Professores e Estudantes do Departamento de Física-UFC,
temos o prazer de convidá-los para o Seminário dessa semana do nosso Programa de Pós-Graduação:

IMPACT CRATERS IN GRANULAR MATERIALS

Dr. John R. deBruyn, University of Western Ontario

Local e Data: Sala de Seminários, sexta-feira, 25/11/11, 16 horas.

Contamos com a presença de todos.

Coordenação dos Seminários do Departamento de Física

 SUPERCONDUCTING PROXIMITY EFFECT IN THE PRESENCE OF PHASE FLUCTUATION

Seminarista: Dr. LUCIAN COVACI, Universiteit Antwerpen, Belgium

Local e Data: Sala de Seminários, Dia 04/11/11, sexta-feira às 16 horas

ABSTRACT

Lucian Covaci and Francois Peeters
Universiteit Antwerpen, Belgium

Phase fluctuations in high-Tc superconductors are believed to play an important role in the underdoped regime. Various experimental measurements (Nernst effect, STM, resistivity, etc.) suggest that a superconducting state which has a finite order parameter but acquires a disordered phase is responsible for the peculiar properties of the pseudogap regime. Recently, STM measurements [1] on structures made of superconducting LSCO put in contact with a metallic layer (either overdoped LSCO or Au) revealed that the STM gap located at the Fermi level survives above the superconducting critical temperature when the LSCO layer is in the pseudogap phase. The location of the gap remains pinned to the Fermi level even if the nature of the metallic layer is changed (overdoped LSCO or Au). In a previous study [2] we showed that a gap induced by spin density wave order will not follow the Fermi level when the band structure of the metallic layer is modified. One needs an order with Q=0 in order to explain the experimental findings, such an order is the phase fluctuating superconductor. We consider a model in which the mean-field transition temperature is higher than the phase ordering temperature. Regions with size on the order of the coherence length are next considered as spins in a 2D-XY model which will have a lower critical temperature. Using a Monte-Carlo procedure for the 2D-XY model we extract for each temperature a set of phase configurations with which we compute the average LDOS at the surface of the metallic layer. We show that at the phase ordering temperature there is little change in the LDOS gap, similar to experimental findings. Above the phase ordering temperature vortex-antivortex pairs will be unbound and rapid changes of the phase will induce zero energy bound states in the metallic region which will then, on average, fill the LDOS gap. Due to the requirement of large system size needed in order to describe the proximity effect in this system we use the Chebyshev-BdG method [3] previously developed in our group. The Chebyshev-BdG methods is expanded to computations on Graphics Processing Units (GPU) to give impressive speed-up times (on the order of x1000 on a server with three GTX 580 GPUs).

[1] O. Yuli, I. Asulin, Y. Kalcheim, G. Koren, and O. Millo, Phys.
Rev. Lett. 103, 197003 (2009).
[2] G-Q. Zha, L. Covaci, S-P. Zhou and F.M. Peeters, Phys. Rev. B 82,
140502(R) (2010).
[3] L. Covaci, F.M. Peeters and M. Berciu, Phys. Rev. Lett. 105, 167006 (2010).

Proximity effect in graphene under inhomogeneous strain

L. Covaci and F. M. Peeters

ABSTRACT: The interplay between quantum Hall states and Cooper pairs is usually hindered by the suppression of the superconducting state due to the strong magnetic fields needed to observe the quantum Hall effect. From this point of view graphene is special since it allows the creation of strong pseudo-magnetic fields due to strain. We show that in a Josephson junction made of strained graphene, Cooper pairs will diffuse into the strained region. The pair correlation function will be sub-lattice polarized due to the polarization of the local density of states in the zero pseudo-Landau level. We uncover two regimes;

1) one in which the cyclotron radius is larger than the junction length in which case the supercurrent will be enhanced, and

2) the long junction regime where the supercurrent is strongly suppressed because the junction becomes an insulator.

In the latter case quantized Hall states form and Andreev scattering at the normal/superconducting interface will induce edge states. Our numerical calculation has become possible due to an extension of the Chebyshev Bogoliubov-de Gennes method to computations on video cards (GPUs).

O cientista israelense Daniel Shechtman venceu o Nobel de Química de 2011.O Nobel de Química 2011 foi para o cientista israelense Daniel Shechtman, 70 anos, conhecido pela descoberta dos “quase-cristais”. Ele recebe sozinho o prêmio de 20 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 5,4 milhões.

O comitê do Nobel lembrou que os quase-cristais foram estudados por muitos cientistas, mas que a descoberta se deve exclusivamente a Shechtman, que precisou de muita “habilidade e tenacidade” para convencer uma “muito cética” comunidade científica.

Segundo o comitê do Nobel, os cientistas acreditavam que a matéria sólida era feita sempre de átomos arrumados em uma ordem definida e que podia ser repetida diversas vezes para formar uma estrutura de cristal.

Mas os átomos que Shechtman descobriu não tinham um arranjo que podia ser repetido. Ele estudava um material formado por alumínio e manganês com um microscópio eletrônico. Ao analisar as imagens que o equipamento consegue produzir para mostrar a organização dos átomos, o cientista se deparou com um formato que seria impossível de existir.

“Os quase-cristais redefiniram o primeiro capítulo do estudo da matéria organizada”, afirmou o representante do comitê responsável por explicar a pesquisa de Schechtman.

Bola de futebol estranha

Para o comitê do Nobel, a descoberta de Shechtman seria tão estranha quando tentar formar uma bola de futebol somente com gomos de seis lados. Quem já pegou em uma bola de futebol nota que existem também gomos de cinco lados, para que a forma esférica seja possível.

O trabalho foi tão controvertido que o cientista foi retirado do seu grupo de pesquisa, em 1982. Mas o escolhido pelo Nobel conseguiu convencer os químicos a tentarem definir outra vez a concepção que tinham de matéria. “As reações que Daniel recebeu ao apresentar sua pesquisa iam de ‘vá embora, Daniel’ a ‘isso não é muito interessante”, lembrou o comitê do Nobel.
Nascido em 1941, Shechtman é, na verdade, um físico e trabalha no Instituto de Tecnologia de Israel, o Technion. No dia 8 de abril de 1982, quando aconteceu a descoberta, o israelense estava tirando um ano sabático nos Estados Unidos.

“É uma das raras descobertas que podemos dizer o dia exato em que aconteceram”, disse o comitê do Nobel. “Conversamos com ele por telefone e ele está muito feliz. Ele disse que sonhou com isso, mas tinha desistido da esperança de consegui-lo.”

O anúncio foi feito nesta terça-feira (4) no Instituto Karolinska em Estocolmo, na Suécia. Este é o último prêmio para ciência de 2011. Nesta quinta-feira será entregue o Nobel de literatura. Na sexta, a vez é do da paz e na segunda, o de economia.

Nesta quarta-feira, dia 21 de Setembro de 2011, às 13:15hs, na Sala 03, Francisco Wellery Silva apresentará o trabalho intitulado:

Controlled molecular rectifier

Silva, F.W. N.; Souza, F. M.; Mendes Filho, J.; Sousa, J.S. e Saraiva-Souza, A
Departamento de Física, Universidade Federal do Ceará, CEP 60450-900, Fortaleza, CE, Brasil.
Instituto de Física, Universidade Federal de Uberlândia, CEP 38400-902, Uberlândia, MG, Brasil

ABSTRACT: Neste trabalho estudaremos sistemas moleculares constituídos por grupos aceitadores e doadores de elétrons espaçados por um anel mesoiônico. Este sistema molecular tem despertado interesse devido ao seu potencial para o desenvolvimento de dispositivos opto-eletrônico orgânicos. Em particular, o anel mesoiônico pode operar como um eficiente canal de condução entre doador-aceitador, evidenciado por resultados experimentais recentes. Utilizando técnicas Ab initio baseadas em Hartree-Fock (HF), calculamos a distribuição de carga ao longo da estrutura sob ação de um campo elétrico externo, momento de dipolo e os orbitais moleculares de fronteira (HOMO-LUMO). Além disso, fizemos cálculos ZINDO/S-CI com 220 configurações em média (singleto/tripleto). A distribuição de carga molecular é comparada com a corrente elétrica via um modelo fenomenológico de tunelamento ressonante. Observamos que a transferência eletrônica é fortemente afetada pelo anel mesoinônico. À medida em que um campo elétrico é aplicado no sentido A→D, elétrons são injetados no anel. A injeção de carga apresenta plateaus seguidos de ressonâncias como função do campo elétrico. Para campos suficientemente altos a quantidade de carga injetada no anel tende a um plateau de saturação no grupo D. Verificamos também que neste processo o anel funciona como mediador de carga mantendo a taxa de operação entre os grupos DA. Portanto, o anel apresenta características de um gate. Este comportamento de operação bastante acentuado é incomum para o tamanho da ponte sendo normalmente presente nos FETs macroscópicos.

DEFESA DE DOUTORADO

Daniel de Matos Alves

Métodos computacionais aplicados no estudo de fármacos

Data da defesa: 16/09/2011
Orientador: Alejandro Pedro Ayala

Banca Examinadora:
– Alejandro Pedro Ayala – UFC
– Silveti Coradi Guerini – UFMA
– Waldeci Paraguassu Feio – UFPA
– Paulo de Tarso Cavalcante Freire – UFC
– José Alves de Lima Júnior – UFC

Nesta quarta-feira, dia 14 de Setembro de 2011, às 13:15hs, na Sala 03, Levi Leite apresentará o trabalho intitulado

Estudo de ligas coloidais em um confinamento quasi-unidimensional

L. R. Leite, G. A. Farias e W. P. Ferreira

ABSTRACT: Estudar a organização espontânea de colóides ou nanocristais em superredes é de importância científica pois facilita a compreensão de processos de aglomeração em sistemas com dimensionalidade reduzida, bem como fenômenos físicos em sistema moleculares que ocorrem de forma similar em sistemas coloidais. Como exemplo, pode-se citar a transição vítrea, transições de fase, nucleação. Além disso, a auto-organização de sistemas coloidais é de grande interesse para a fabricação de dispositivos funcionais. Em particular, a junção de dois tipos de nanocristais formando uma superrede binária de nanocristais (SRBN) tem atraído bastante atenção tanto devido ao seu baixo custo, como por obter uma larga variedade de novos materiais (metamateriais). Estas suspensões coloidais surgem devido ao comportamento semelhante ao de átomos e moléculas, apresentando como vantagens ser de fácil manipulação, são visualizados mais facilmente, e seu potencial de interação pode ser experimentalmente controlado com facilidade. Como é sabido, efeitos de tamanho finito são de grande importância e desempenham um forte papel na determinação de diversas propriedades físicas de aglomerados de partículas, principalmente em sua estrutura. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar a estrutura, formação de agregados coloidais, de uma SRBN através de um modelo bidimensional que consiste uma mistura binária de partículas carregadas, positivamente e negativamente, confinadas por um potencial externo do tipo parabólico ao longo de uma dada direção (sistema quasi-unidimensional). As partículas carregadas interagem através de um potencial coulombiano blindado (do tipo Yukawa) e de um potencial repulsivo de curto alcance, para representar a dimensão das partículas e evitar que as mesmas se superponham em um mesmo ponto. O sistema apresenta uma rica variedade de estruturas com padrão periódico ao longo do canal, pressupondo assim vários possíveis agregados para o sistema. A estrutura do sistema é caracterizada em função de sua densidade, bem como de sua estequiometria (razão entre o número de cargas positivas e negativas). As diversas configurações de equilíbrio foram obtidas numericamente (método Monte Carlo), bem como analiticamente. Um diagrama de fase da estequiometria do sistema em função da densidade é obtido.

M8 e M22 são designações estranhas para quem não vive no mundo das estrelas! São as abreviações de dois magníficos astros celestes que foram incluídos pelo astrônomo francês Charles Messier na sua famosa lista de 110 objetos astronômicos de aparência semelhante a cometas, compilados entre os anos de 1758 e 1782 : O Catálogo Messier. M8 e M22 são também as “primeiras luzes” , ou primeiras imagens de céu profundo obtidas pelo Núcleo de Astronomia (N-Astro) do IFCE Campus Juazeiro do Norte com o Telescópio Schmidt-Cassegrain de 203 mm de abertura e a câmera Canon T1i acomplada em modo de foco primário, recém-adquirida pela instituição através de projeto aprovado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP).

Messier 8 ou Nebulosa da Lagoa. Imagem: Equipe N-ASTRO IFCE Campus Juazeiro do Norte

Messier 8 ou Nebulosa da Lagoa. Imagem: Equipe N-ASTRO IFCE Campus Juazeiro do Norte

Messier 22. Imagem: Equipe N-ASTRO IFCE Campus Juazeiro do Norte

Messier 22. Imagem: Equipe N-ASTRO IFCE Campus Juazeiro do Norte

As imagens da Nebulosa M8 e do Aglomerado Globular M22 foram obtidas às 20h23m40s e 20h07m00s, respectivamente, no dia 31 de agosto de 2011. O Setup usado para a captação foi: câmera T1i em foco primário, modo manual, ISO 1600, 30 segundos de exposição. Para o processamento das duas únicas imagens-testes, foram utilizados os softwares: Infanview V4.2, Color Efex Pro V3.0, Hot Pixels Filter, Noiseware Profissional V4.2, Star Spikers Pro 2 e Sky Filter.

As imagens de céu profundo serão excelentes complementações para divulgação científica e comporão acervo para palestras astronômicas e pesquisas fotométricas de estrelas variáveis, cometas e asteróides, para uso de estudantes em projetos escolares na Região do Cariri e para colaboração com instituições astronômicas no Brasil e no Exterior. Nossos estudantes, beneficiados pela baixa latitude que se encontra o Núcleo de Astronomia, poderão ainda utilizar as imagens para buscas, inéditas na Região, de estrelas novae no céu astral. Estrelas Novae ou “Novas” são estrelas que subitamente se tornam de 10 mil a 100 mil vezes mais brilhantes em algumas horas ou dias, parecendo ser uma nova estrela no céu.

Localização de M8 e M22. Crédio imagem: Torsten Bronger (Aachen na Alemanha)

Localização de M8 e M22. Crédio imagem: Torsten Bronger (Aachen na Alemanha)

Messier 8 ou M8 é também conhecida por Nebulosa da Lagoa e está localizada na Constelação de Sagitário. A Nebulosa, que está situada a cerca de 4000-5000 anos-luz de distância, é uma gigantesca nuvem de matéria interestelar que atualmente passa pelo processo de formação de estrelas. O aglomera estelar (acima e à esquerda da nebulosa) designado de NGC 6530 é o resultado desse processo, foi formado pelos gases da nebulosa difusa.

Messier 22 – Também localizado na Constelação de Sagitário, é constituído por cerca de 70 000 estrelas e é um dos mais próximos aglomerados globulares, está a uma distância aproximada de 10 600 anos-luz da Terra.