Category: Informática


Desde que instalei o Kubuntu 16.04, codinome Xenial Xerus, estive tentando obter thumbnails/miniaturas de arquivos de vídeo no Dolphin 5 no KDE/Plasma 5. Tentei instalar vários pacotes dos repositórios oficiais: ffmpegthumbs, ffmpegthumbnailer, kffmpegthumbnailer, mplayerthumbs, etc. Nenhum deles funcionou.

Continuei procurando e encontrei num fórum a sugestão de compilar e instalar o ffmpegthumbs a partir do código fonte. Compilei e instalei, mas não funcionou. Foi então que me deparei com esse vídeo do usuário Max Wiedmann do Youtube, e após seguir as instruções consegui obter as benditas thumbnails de vídeo no Dolphin.

Vou colocar aqui os comandos necessários para compilar a instalar o ffmpegthumbs:

$ sudo apt-get install git build-essential cmake extra-cmake-modules kio-dev pkg-config libavformat-dev libavcodec-dev libswscale-dev

$ git clone git://anongit.kde.org/ffmpegthumbs

$ cd ffmpegthumbs

$ mkdir -p builddir

$ cd builddir && cmake .. -DCMAKE_INSTALL_PREFIX=$(kf5-config –prefix) -DCMAKE_BUILD_TYPE=Release -DKDE_INSTALL_USE_QT_SYS_PATHS=ON

$ make

$ sudo make install

Omiti o comando “git checkout origin/frameworks” pois ele não encontra esse arquivo no repositório Git do ffmpegthumbs. Felizmente, mesmo sem esse arquivo, o ffmpegthumbs funcionou. Talvez você tenha a mesma sorte.

Estava digitando um trabalho usando LaTex, o qual continha tabelas com várias colunas a serem preenchidas com certos valores, e o valor de cada coluna seria calculado com uma fórmula em outra coluna. Comecei a pesquisar se haveria como realizar tais cálculos direto em LaTex, mas como não queria perder tempo decidi fazê-los no QtiPlot. Por ser um programa leve e voltado à gráficos científicos, ele foi a escolha natural.

Preenchi os valores e coloquei as fórmulas certas, e voilá! Estava tudo pronto, agora só bastava copiar. Nesse momento pensei se o QtiPlot não me permitiria exportar as tabelas em um arquivo “.tex”, e assim fui em “Exportar”, e realmente havia um opção para salvar as tabelas em um arquivo Tex, mas quando tento salvar, o programa avisa que o recurso é suportado apenas na versão Pro do QtiPlot.

Foi nesse momento que pensei em procurar alguma novidade sobre o SciDaVis ou algum outro clone de código aberto do OriginLab, e qual não foi minha surpresa quando  descobri que o antigão LabPlot, que há anos não era atualizado, havia lançado uma versão em Janeiro de 2012? No entanto, logo me desapontei ao perceber que o programa ainda não fora portado para as bibliotecas Qt 4, estando ainda no antigão Qt 3. Fuçando mais um pouco no site do projeto, descobri uma versão alpha que já trás o port para Qt 4! Fiquei contente, porque parece que o projeto saiu do purgatório do ostracismo!

Continuando, lógico que a primeira coisa que fiz foi baixar o código mais atual com o comando:

$ svn checkout https://labplot.svn.sourceforge.net/svnroot/labplot/2.0

Em seguida entrei no diretório e mandei compilar:

$ cd 2.0

$ ./compile

Para poder compilar, você necessita das biliotecas de desenvolvimento Qt 4 e KDE 4 instaladas. Se puder, consiga a liborigin também, pois vai acrescentar suporte aos arquivos do OriginLab (não que vá fazer muita diferente, já digo porque). O programa compilou rapidinho e se tudo der certo pra você, use o comando:

$ sudo make install

Se tudo der certo, para iniciar o LabPlot, digite:

$ labplot2 

Uma Brevíssima Análise 

Á primeira vista a interface renovada em Qt 4 me deixou bem mais à vontade, e programa é voltado para o KDE, possuindo toda a interface voltada para este ambiente gráfico:

A parte boa para por aí, pois quando tentei importar um arquivo ASCII com dados de uma função, o programa fecha inesperadamente. Só é possível criar uma tabela de dados indo em File > New > Spreadsheet. Mas nem adianta criar uma, porque nao dá para fazer quase nada com ela, como por exemplo, fazer um simples gráfico 2D. Esta versão alpha ainda não inclui esta simples função, mas como está claro, é um versão alpha de um programa que estava com o desenvolvimento parado há um bom tempo.

Enfim, o programa ainda não está usável, e por enquanto vou ter que continuar usando o QtiPlot e copiando os dados da Tabela manualmente. Bem que eu poderia usar a versão estável do labplot que talvez tenha esta função de exportar em LaTex, e pretendo testá-la para ver no que dá. Volto qualquer dia com os resultados.

O tema padrão Oxygen do KDE é muito bom, com cantos arredondados e cores que não cansam a visão, além de possuir um belo efeito de transparência borrada nos painéis em plasmoids. É possível também fazer com as janelas fiquem transparentes, mas existem dois problemas com esse efeito: ele deixa tudo transparente, incluindo a textos e imagens, deixando o desktop perto do não-usável; e o efeito não é aquele borrado bonito como o do painel.

Para solucionar esse problema, existe o tema Oxygen Transparente, um fork do Oxygen padrão que acrescente o efeito de transparência borrada à todas as janelas (ou deixa algumas sem, caso queira) de programas do KDE. Vejam como ficou:

Lembrando que apenas programas escritos usandos as bibliotecas Qt terão acesso ao efeito. Programas escritos em GTK ou outras bibliotecas NÃO terão acesso ao efeito.

Para instalar o tema, adicionaremos a seguinte PPA à lista de software:

$ sudo add-apt-repository ppa:hrvojes/kde-goodies

Em seguida, atualize o lista de pacotes e instale o pacote oxygen-transparent

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install oxygen-transparent oxygen-transparent-git

Espere terminar e o tema estará instalado. Vamos à configuração.

O pacote oxygen-transparent-git deve ter instaldo um tema de Estilo e um tema de Decorações de Janelas. Para ativá-los vá em: Menu K > Configurações > Configurações do Sistema > Aparência do Espaço de Trabalho > Decorações da Janelas. Clique no tema “Oxygen Transparent” e em Aplicar.


Agora vamos colocar o Oxygen Transparent como tema da Área de Trabalho. Vá em: Menu K > Configurações > Configurações do Sistema > Aparência dos Aplicativos > Estilo. Escolha “Transparente do Oxygen” e clique em aplicar. Para configurar a transparência, ainda na mesma janela, clique em “Configurar” e arraste o seletor de transparência até encontrar um nível que lhe agrade.



Por último, alguns aplicativos não ficam legais com esse efeito transparente borrado, mesmo porque eles já possuem algum tipo de transparência, e acaba que as duas se sobrepõem, gerando um efeito não muito bom. Para solucionar isso, você pode escolher alguns aplicativos que não receberão o efeito transparente. Ainda na janela de configuração, vá em “Execeptions” e escolha os programas que você deseja marcar e dê “OK” em seguida. Alguns programas estão presentes na lista e até marcados, e outros podem ser adicionados. Sugiro altamente que você marque “konsole” e “krunner”, pois eles não ficam legais com a transparência, na minha opinião. Também coloquei o “okular” e o “vlc” como execeções, além de outros.

E um outro adendo, não desmarque “kwin”, pois parece que com essa opção marcada, o KDE tentaria renderizar transparência em todos os programas, inclusive os não-Qt, e isso poderia fazer muitos deles darem crash durante a execução.

Bom, é isso pessoal!

Alguns de vocês que frequentam o mundo Linux devem ter ouvido falar do Gnash. Ele é a implementação livre do Flash Player da Adobe. A FSF está obcecada com ele, e não tiro a razão, afinal, é da natureza deles se preocupar em ter software livre para todo tipo de coisa, em espcial “implementações livres de softwares proprietários”.

Veja bem, não estou sendo mau, apenas criticando um pouco quando eles falam da “liberdade”. É que sempre fico um pouco chateado com toda essa história de liberdade. Dizem que se você usa software livre você será livre para escolher. Mas eu li um artigo outro dia que falava sobre “linuxers híbridos”. Minha Summer! Quanta baboseira! É como se por usar Linux você ficasse automaticamente proibido de usar MSN, Hotmail e programas e serviços proprietários. Não estou dizendo que há uma proibição direta, mas ficam forçando todo mundo a só usar software livre! Onde está a liberdade?

Não uso Linux por que é livre, mas porque é útil em primeiro lugar. Claro que ser livre é uma grande vantagem, mas não é a principal. Eu não vou trocar meu Flash Player 10 pelo Gnash nem morto! Pelo menos não enquanto o Flash Player prover tudo que preciso. E aqui vai um aviso ao pessoal que usa Linux: “não deixem de usar softwares maravilhosos como Flash Player, Opera e outros por causa da gos se que esse povo fala, use porque gosta!”

Finalmente resolvi sair do Kurumin NG (pelo menos na faculdade, por que em casa ele persiste), que foi minha segunda distribuição Linux, sendo o Kurumin 7 a primeira. Migrei para o Kubuntu, em sua mais nova versão, a Karmic Koala, lançada em outubro deste ano. Eu sempre usei o KDE em casa e na escola, e com o novo Kubuntu, fui apresentado ao KDE 4, que tem, diga-se de passagem, um visual muito bonito e possui muitas funcionalidades que eu gostei, como os Widgets do plasma.

Na faculdade, eu uso um Pentium 4 3.06 GHz na faculdade com 512 MB de memória e uma placa de vídeo Nvidia GeForce 6200. Não parece ser um computador ruim para rodar o KDE 4 não é? O problema é que o computador tem que ficar rodando o DosEmu o tempo todo, por conta de um programa de gerenciamento da “lan house” da Biblioteca do meu curso. Bem, é que dou uma ajuda por lá, e recentemente atualizei todos os PCs do Kurumin NG para Karmic. Não sei se é o DosEmu, mas talvez seja por isso que o sistema fique um pouco lento. Também pode ser o disco rígido, que já deu problemas de no passado, ou ainda a placa de vídeo, que deu problema agora, na atualização… Enfim, pode ser uma série de problemas, uns mais, outros menos, mas creio que sejam mais de um.

No casa da placa de vídeo, o problema foi visual… Explico. Instalei o Karmic, reiniciei o PC e uma tela de gerenciamento de drivers pediu para que eu escolhesse um driver para minha placa da Nvidia. Eu escolhi o que me recomendado, reiniciei o PC e a aceleração gráfica funcionava perfeitamente… no começo. De repente, começou a apresentar riscos pequenos na rela, depois foram borrões, tarjas, manchas amarelas e todo tipo de anomalia gráfica. O sistema continuava funcionando, mas como eu poderia usá-lo com a tela obstruída com aquelas esquisitices? E antes que digam que é defeito da placa, lhes digo que não é, porque eu usava o Kurumin NG, que é baseado no Kubuntu Hardy Heron, e nunca tive tais problemas. Antes que vocês proponham que deveria ter escolhido outra versão, eu o fiz. Haviam três versões disponíveis: 185, 173 e 96. Testei cada uma das três versões reiniciando o PC e sempre acabava com os mesmo problemas, as mesmas riscas, borrões, tarjas e manchas na tela. O que tive a fazer foi desativar os drivers, mas agora estou sem aceleração de vídeo. Só que me ocorreu uma idéia que não havia pensado antes. No Kurumin NG a versão que eu usava do driver era a 169, então eu penso em ir ao site da Nvidia ou se possível conseguir um pacote deb para o Karmic com essa versão do driver. Se tudo der certo, então tá beleza!

Fora isso, às vezes o PC ficava um bocado lento, então resolvi instalar o KDE 3.5 usando uma PPA que mantêm essa versão do KDE para versões do Ubuntu a partir do Intrepid. O bom é que ele instala o KDE 3.5 na pasta /opt/kde3, isolando-o da versão 4 do KDE. Só que agora também estou tendo um problema de lerdeza com o KDE 3.5 durante o login e durante o uso. Em certos momentos, com tarefas simples e leves, como abrir um programa ou mesmo minimizar um, o ponteiro do mouse literalmente trava, e depois de às vezes um ou dois minutos é que o processamento me dá liberdade novamente. Agora mesmo eu estou digitando tranquilamente no Opera, mas se eu tentar abrir uma aba, vai demorar alguns segundos uma tarefa que não deveria tomar mais que alguns décimos. Devido a isso, se o KDE 3.5 não melhorar, serei forçado a: 1) Voltar para KDE 4 e ver se o desempenho melhora; 2) Partir para um ambiente gráfico diferente, como XFCE, Fluxbox ou até mesmo Gnome, se for preciso.

Bem, por hoje é só pessoal! Daqui a algum tempo falarei mais sobre minha experiência com o Karmic, e direi se resolvi meus problemas com minha placa de vídeo e a com a lerdeza do PC. Até!

Suponha que você queira restringir o uso de certos sites num computador específico, como por exemplo o Orkut ou site da Playboy no Linux, o que você faz? É fácil! Basta editar o arquivo /etc/hosts adicionando ao final do arquivo a linha:

127.0.1.1 dominio.do.site.com.br

Não se esqueça de salvar o arquivo, e voilá! Ninguém mais poderá acessar sites que você não queira!

Eu não sabia, mas se você pensar bem, era algo bem provável de existir. O projeto de Mangá e Anime da Wikipedia tem uma mascote, é a Wikipetan, que parece ser uma “maid”, uma espécie de empregada eu acho. Fizeram até mesmo versões hentai dela, que obviamente, não vou mostrar aqui.

Parece que há algo interessante acontecendo com o mundo Linux. Distribuições conhecidas pela dureza na lida estão mudando de paradigma. Parece que com o Ubuntu começou um processo que forçou as distribuições Linux a se forçarem a uma mudança de atitude para acompanharem a modernidade. Há uns cinco anos ou mais as distros Linux e os programas eram atualizados com pouca frequência, mas daquele tempo para cá houve um boom no desenvolvimento. Tenho notado isso espcialmente nos últimos dois anos, pois vemos comunidades específicas surgindo na Internet visando desenvolvimento para Linux. Se antes nós queríamos um programa para assistir vídeos, hoje procuramos um player de vídeo melhor dentre as várias opções que temos a disposição. Também os projetos tentam englobar cada vez mais funcionalidades e são atualizados muito rapidamente, vide o MPlayer, que é atualizado a um ritmo quase mensal.

Dito tudo isso, haveria de se pensar que distros mais tradicionais, a primeira de todas, o Slackware, conhecido por ser uma distribuição difícil de configurar e usar, tentassem ou manter a todo custo suas tradições ou tentassem uma adaptação ao paradigma de uma distro moderna. Outra distribuição conhecida por ser inflexível quanto à estabilidade do seu sistema, o Debian, também poderia ser inserida nesse cenário. No entanto, de quem se esperava pouco ou quase nada foi que veio a notícia mais gratificante. O Slackware tem, nos últimos tempos mostrado um alinhamento formidável com a tendência de conceder facilidade ao usuário, e isso se confirmou grandemente com o lançamento da versão 13.0 dessa distribuição. Muitas novidades foram incluídas, e muitas me surpreenderam, como a inclusão do KDE 4.2.4 numa distribuição tida como conservadora. Além disso, as últimas versões estáveis de inúmeros programas foram incluídas nos repositórios, bem como um novo formato de empacotamento. Também um amigo usuário de Slack me contou que novas ferramentas de configuração tornam praticamento automática a configuração de diversos itens que era feita quase manualmente nas versões anteriores, como por exemplo o Servidor X. Por tudo isso a equipe do Slackware mostrou que está ligada e não quer ficar para trás no novo mundo em que as distros Linux estão entrando, um mundo competitivo e dinâmico.

Agora façamos um breve comentário sobre o Debian. Apesar de considerado menos espartano que o Slackware, essa distribuição tem um ciclo de desenvolvimento muito lento, o que se estende aos pacotes, que também são atualizados num ritmo muito lento. Muitas vezes as versões que existem nos repositórios estão a meses ou mesmo anos de distância das versões estáveis mais atuais dos programas. Isso me suscita uma dúvida: Será que o Debian está continuará com essa atitude e ficará para trás no mercado do usuário final? Eu creio que sim.

Linux já suporta USB 3.0

TuxFiquei muito feliz ao saber que o Linux já tem suporte a dispositivos USB 3.0, que só serão lançados em 2010. Veja mais sobre a novidade, aqui, aqui e aqui. Mais uma vitória do pinguim!

Para mim, a única coisa na qual o Opera perde para o Firefox é na questão das extensões, mas não se trata especificamente da quantidade de extensões disponíveis, mas da qualidade delas. O Firefox tem muitas extensões e de qualidade, enquanto as extensões do Opera são poucas e a grande maioria delas são inúteis e tem pouca utilidade.

No entanto, a grande parcela de culpa se deve não aos desenvolvedores das extensões, mas sim às restrições de desenvolvimento. No próprio sites das extensões é dito que os widgets são aplicações externas ao Opera, ou seja, eles rodam sobre o Opera, mas não podem ser integrados na interface do navegador. Não condeno os desenvolvedores do Opera por isso, já que eles devem estar pensando na segurança do navegador, mas o sistema de extensões poderia ser bem mais flexível que isso.

Talvez isso se deva também ao fato de que um dos paradigmas que envolvem o conceito do Opera sejam a sua leveza e rapidez, o que eles conseguem adotando um paradigma mais “monolítico”. Note que enquanto o Firefox utiliza o XUL-Runner, uma linguagem interpretada, desde a própria interface interna do browser até as extensões, isso o torna um pouco mais lento. No caso do Opera, ele deve funcionar como uma aplicação sólida e estável, que não permite alterações em sua interface. Isso é o que dificulta a criação de extensões que explorem todo o poder do navegador.