Para mim, a única coisa na qual o Opera perde para o Firefox é na questão das extensões, mas não se trata especificamente da quantidade de extensões disponíveis, mas da qualidade delas. O Firefox tem muitas extensões e de qualidade, enquanto as extensões do Opera são poucas e a grande maioria delas são inúteis e tem pouca utilidade.

No entanto, a grande parcela de culpa se deve não aos desenvolvedores das extensões, mas sim às restrições de desenvolvimento. No próprio sites das extensões é dito que os widgets são aplicações externas ao Opera, ou seja, eles rodam sobre o Opera, mas não podem ser integrados na interface do navegador. Não condeno os desenvolvedores do Opera por isso, já que eles devem estar pensando na segurança do navegador, mas o sistema de extensões poderia ser bem mais flexível que isso.

Talvez isso se deva também ao fato de que um dos paradigmas que envolvem o conceito do Opera sejam a sua leveza e rapidez, o que eles conseguem adotando um paradigma mais “monolítico”. Note que enquanto o Firefox utiliza o XUL-Runner, uma linguagem interpretada, desde a própria interface interna do browser até as extensões, isso o torna um pouco mais lento. No caso do Opera, ele deve funcionar como uma aplicação sólida e estável, que não permite alterações em sua interface. Isso é o que dificulta a criação de extensões que explorem todo o poder do navegador.